quarta-feira, abril 25, 2007

LIBERDADE

Gravaram-te no silêncio inquieto da raiva dos oprimidos.
Desenharam-te sobre a loucura da mordaça e dos sonhos traídos.
Escreveram-te sob a face resignada de uma noite sem fim,
Cárcere da vida, do pão e da seiva dos poetas.

Mas a noite cedeu, tu renasceste e a angústia partiu.
Exilaste o medo, as correntes, as fronteiras furtivas.
Arrasaste muros, resgataste a esperança, respiraste de novo a luz.
Só tu, LIBERDADE, acendes em nós a vontade de criar raízes.

AMS